Páginas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ESQUENTAR

Ficar muito tempo no mesmo lugar pode se tornar cômodo e virar uma rotina sem grandes resultados. É como permanecer sentado confortavelmente num espaço próprio por muito tempo, mas que vai incomodar e esquentar parte do nosso corpo.
Viver de forma tranqüila é bom, mas querer permanecer em cima daquilo que está esquentando pode não ser tão legal assim. Precisamos saber aproveitar nossas potencialidades, tirar proveito das qualidades e dos dons que possuímos. É manter nosso corpo em movimento, para não esquentar tais partes específicas e nem enferrujar nosso organismo.
A vida é tão dinâmica, exige animação de nossa parte. Não significa estar parado, ao contrário, é o movimento. Ela quer esquentar para o ofício e para fazermos algo de bom.
Se, portanto, somos daqueles que ficamos a maior parte do tempo parados, seja em frente de uma televisão, de um computador, ou simplesmente a toa e sem fazer nada, estamos, na verdade, aquecendo nosso lugar. E se muito tempo permanecermos assim pode ser que tenhamos conseqüências tristes e indesejáveis no futuro. Pois além de poder nos queimar, ainda vai enfraquecer os nossos movimentos. E isto poderá nos fazer falta.
Movimente-se, não deixe esquentar o teu lugar. Seja de constante ação, aproveite cada momento para crescer, melhorar. Mesmo quando está em frente a um computador, de uma televisão, faça com que seja oportunidade de crescimento, de aprender. Não permaneça o tempo todo fazendo a mesma coisa, os mesmos gestos, o mesmo trabalho. Diversifique, dê chance a tua vida de movimentar-se. Abra espaços para o novo e aproveita a vida da melhor maneira possível. Quem se movimenta segue adiante e ainda ganhará mais resistência para cruzar a linha da vitória.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PARTIDO

Há pessoas que são obrigadas a tomar partido de uma ou de outra causa, motivados pelo envolvimento de familiares, amigos, colegas ou até seus empregadores. Se envolvem numa ação que não gostariam de participar, mas, por respeito aos que estão ao seu lado acabam se envolvendo profundamente.
É claro que as causas de nossos conhecidos precisam de nosso apoio, de nossa participação. Tomar partido é uma decisão sensata, é atitude de quem esteja preocupado e realmente envolvido com as pessoas que estão do seu lado.
Mas este tomar partido também precisa ter seus limites. Não é por qualquer causa que devemos dar o apoio e se envolver em batalhas. É preciso saber primeiro das reais intenções que nossos companheiros possuem, onde querem chegar. Devemos ter o direito de tomar partido, ou então, de não se envolver em causa que não achamos convenientes.
Podemos ou não concordar com decisões tomadas por familiares, amigos ou colegas. Temos o direito a liberdade, de fazer o que achamos melhor. Deixar de concordar não significa que estamos abandonando aquela pessoa, mas sim, permitindo que seja livre para tomar suas próprias decisões. Não deixaremos de ser amigos por isto, ao contrário, estaremos preservando o relacionamento que adiante poderia ter atritos maiores se seguíssemos e não fôssemos felizes no intento.
Mas se tomar partido, faça com o devido empenho necessário. E significa realmente viver a bandeira que estamos empunhando, não apenas seguir determinada pessoas, porém sabendo efetivamente o que estamos fazendo. É ter a certeza de que juntos poderemos mais, que se somarmos esforços atuaremos em prol de uma causa e da coletividade, e isto é bom.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PERDER

Perder alguma coisa pode se tornar um problema grande. Documentos, dinheiro, pertences dos mais diversos, amigos, trabalho, família etc, pode-se perder de tudo e isto vir a fazer muita falta. Mas pior ainda é perder e sequer fazer esforço para não procurar por este pertence, ou mesmo, não dar o devido valor ao reencontrar o que perdeu.
Em alguns casos dá até para substituir o que foi perdido. É no caso de conseguir segunda via de documentos, trabalhar mais para recuperar o dinheiro, fazer novas amizades e até constituir outra família. Mas não é a mesma coisa, nada será como o original.
Para não perdermos definitivamente aquilo que precisamos é preciso ter muito empenho e também gratidão. Não perdemos nada que nos seja verdadeiramente importante. Podemos até ficar alguns momentos sem tê-lo, sem poder usufruir; mas se temos mensurado o valor disto, colocando o devido empenho, vamos encontrar o que nos pertence. Não deixaremos partir algo que nos sejam realmente significante. Seremos incansáveis até localizar o que nos compete.
Ao perdermos algo é preciso dar o verdadeiro valor a este bem. Não adiante ficar choramingando pelos cantos, implorando por isso ou por aquilo, se fazendo de vítima. É preciso ir a luta, mostrar disposição para reencontrar. Se necessário for será prudente deixar de lado outras coisas de valor para nós a fim de recuperar o que perdeu.
Vale a pena dedicar-se por aquilo que perdeu, até deixar de lado o que sabemos não se perderá.  E valorizar esta busca, reintegrando em nosso convívio com a devida importância que merece.


O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SIGA

As estradas por onde andamos quase todas possuem algum tipo de obstáculo. Lombadas, curvas, encruzilhadas, redutores de velocidade, sinaleiros etc, enfim, uma infinidade de coisas podem atrapalhar e nos obrigar a diminuir o ritmo que estamos empreendendo.

E estes obstáculos tem suas razões de existir. Primeiramente o relevo natural obriga os engenheiros a criarem alternativas viáveis para a construção das estradas; as encruzilhadas precisarão existir para que outras vias venham a fluir; as lombadas e os sinaleiros serão a segurança necessária para nós e para outros que por ali passarem.
Mesmo assim, com todos os obstáculos que vierem pelo caminho, se soubermos respeitá-los haveremos de passar por eles e seguir adiante. Basta reduzir a velocidade, passar de forma adequada por eles, que novamente a estrada ficará aberta e conseguiremos voltar a andar da maneira que queremos.
No nosso viver também passamos por situações semelhantes. Andamos numa longa estrada da vida, onde existem os mais diversos obstáculos. São montanhas que temos que superar, encruzilhadas que nos obrigam a pensar e até barreiras que nos fazem momentaneamente parar. São diversos, pra não dizer muitos, os obstáculos que hão de existir em nossas caminhadas.
Mas não existe obstáculo permanente, aquele que vai nos atrapalhar para sempre. São como as estradas, podem até nos fazer diminuir o ritmo, todavia, se soubermos respeitá-los, logo poderemos seguir adiante e tomar o curso adequado para nosso viver.
Por isso, siga em frente, sempre. Não importa qual seja o obstáculo, apenas , trate-o da maneira que seja necessário, sem enfrentá-lo. Respeitando-o você poderá vencê-lo. E vencendo-o você seguirá adiante, rumo ao teu infinito.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CAMUFLAR

Quando queremos esconder alguma coisa que esteja aparente uma das alternativas é camuflá-lo. É esconder junto ou debaixo de outras coisas que possam confundi-lo, para que o inimigo não o encontre.
O camuflado fica ali, passa despercebido por quem não sabe onde está. Quem sabe até durante anos permanece oculto, até que o próprio autor consegue reencontrá-lo. E talvez de tanto tempo que ficar camuflado pode ser esquecido até por quem o guardou.
Camuflar coisas é uma alternativa para se esconder algo. Mas também podemos usar deste artifício para esconder casos ruins que tenham passado por nós. É possível camuflar acontecimentos, dissabores, incidentes, enfim, tudo o que tenha sido negativo em nossas vidas.
Para isso será necessário criar uma camuflagem, colocar por cima destas passagens imagens novas, coisas que sejam positivas para nós. E deixar que este algo bom se sobressaia, que permaneça sempre acima do negativo.
Toda vez que lembrarmos dos incidentes negativos será necessário buscar o algo positivo que colocamos como camuflagem.  Com o tempo o que escondemos vai desaparecendo, criando uma harmonia e bem estar para nós.
Camuflar é preciso, até para o nosso próprio bem. Pois é ruim ficar relembrando dos incidentes negativos. Melhor é ter paz e harmonia interior. Deixar de carregar os fardos da discórdia é se aliviar de um peso desnecessário e abusivo para nós mesmos.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

INDIFERENÇA

A indiferença torna-se uma atitude que pode machucar e trazer dificuldades nos relacionamentos. A falta de cuidado com o que se tem é permitir com que este se perca, se distancie de nós.
As pessoas se tornam indiferentes, preocupando-se mais com outras coisas do que com aquilo que realmente deveria amar. Será que está ciente de que o ato de negligência pode interferir em suas vidas, nos seus próprios relacionamentos?
É certo que temos responsabilidades, afazeres dos mais diversos. Seja no trabalho, na escola, em casa ou na sociedade, temos muito o que fazer. Por muitas vezes dedicamos horas preciosas por estas tarefas, e até, algumas extras para cumprir com o que temos.
Entretanto, mesmo estando assoberbados, não podemos deixar de ter um tempo, também precioso, para dedicar aqueles que amamos. Porque o amor é algo que se cultiva, que a todo momento precisa de atenção e carinho para ser fortalecido.
Por mais que tenhamos coisas por fazer o mais precioso não pode ficar de lado. Ele nos pertence e cabe a nós mantê-lo em nosso espaço. Há momentos em que poderemos nos dedicar às nossas coisas, mas há também ocasiões que precisamos de tempo para cultivar o que dizemos que amamos.
O precioso certamente é o mais importante. É com ele que viveremos nossos momentos mais importantes. Portanto, não vamos deixar estragar o que nos é bom e que só nos faz bem. Não vamos ser indiferentes com nosso amor, procurando-o apenas em alguns momentos que queremos um algo a mais. Vamos, sim, valorizar e torná-lo diferente para nós.


O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

INDEPENDENTE

Todos os anos somos conclamados a comemorar a independência de nosso Brasil. E efetivamente, como patriotas que somos, aproveitamos o dia 7 de setembro para viver esta independência outrora proclamada.
De certo que muitas vezes não encontramos onde está esta tal independência proclamada por Dom Pedro I. Talvez a história esteja nos escondendo algo, porque, efetivamente, ainda não vi meu país ser totalmente independente.
Entendo que muita coisa já mudou, que temos liberdade, uma boa imagem mundo afora. Sei que aqui a qualidade de vida é boa, que existem pessoas muito inteligentes e que nosso governo não está em guerra constante com nossos irmãos brasileiros.
Mas eu queria poder dizer que sou independente, que não tenho rabo preso com nada neste Brasil e sequer neste mundo. Mas como vou dizer isto se, ao lado de outros milhões de brasileiros, dependo de um emprego para poder sustentar a mim e aos meus? Talvez eu poderia até sobreviver as custas das várias bolsas governamentais que existem por aí, mas, daí, também eu seria dependente do próprio governo.
Um ser independente é aquele que pode dizer que faz o que quer, a hora que bem quer. Mas se eu preciso comprar isto já não sou independente, pois o dinheiro é quem compra e não eu. Precisar de dinheiro para o que quer que seja não é ser independente.
Meu Brasil pode ter adquirido uma certa independência. Mas, nós, brasileiros, ainda não. E há muito ainda a percorrer até que alguém possa dizer que somos efetivamente um povo independente.  

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

PLANEJAR

Para sermos bem sucedido em nossos projetos precisamos primeiramente planejar o que queremos fazer. Serão avaliações a serem feitas sobre tudo o que enfrentaremos, desde os riscos a enfrentar, os resultados que queremos obter, e até tudo o que será necessário utilizar para que tenhamos sucesso.
É muito prudente termos consciência de nossas ações, daquilo que temos condições de fazer e ainda chegar ao final do que estamos nos propondo. Se definirmos por fazer uma caminhada, não adianta apenas escolher o trajeto a percorrer, mas sim, é preciso avaliar o tempo que levaremos, os materiais que utilizaremos, o alimento necessário para nossa subsistência. Não podemos sair a esmo, a toa, é preciso planejar para que a caminhada seja bem sucedida.
A mesma ótica precisamos ter quando aderimos a alguma religião. Não importa a doutrina que formos seguir, mas sim, o comprometimento que ofereceremos para com o Criador e com Nosso Salvador.
Entrar pela porta de um a Igreja é muito fácil, afinal, elas quase sempre estão abertas e existem pessoas ali a esperar os que dela necessitam. Mas planejar o que se quer neste Igreja, talvez, não seja tão simples assim.
Seguir a uma doutrina significa fazer parte dos princípios que ela propõe. Ser um padre, pastor ou qualquer pregador exige o planejamento e o comprometimento de quem assume estes postos, não apenas na hora de pregar ou fazer a homilia, mas também, no seguimento àquilo que aquela doutrina efetivamente propõe.
Ser fiel também tem suas obrigações, que não é apenas freqüentar as missas e aos cultos, de rezar ou orar. Fora dos momentos litúrgicos ou orações é preciso estar comprometido com aquilo que sua doutrina pede. Não podemos ser meros Cristãos de Igrejas, mas sim, praticantes da essência que o Cristianismo exige.
Por isso que também precisamos planejar para participar da vida da Igreja. Não sermos Cristãos só de momentos festivos, mas sim, envolvidos permanentemente com as atividades exigidas. É preciso saber efetivamente porque vou a uma Igreja e qual será o resultado que lá poderei alcançar, e qual o comprometimento que precisarei ter para alcançar o meu intento.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ESPAÇO

Plante uma árvore dentro de um balde e veja se ela vai se desenvolver. Você pode também plantar algo embaixo de outra árvore, e mesmo que seja em terreno fértil ela demorará bastante para se desenvolver.
Acontece que dentro de um balde ela não terá espaço para que suas raízes se desenvolvam e com isso permitir o crescimento de seu tronco. Já na sombra constante ela não terá a luz do sol necessária para lhe dar energia e crescer.
Da mesma maneira que as plantas precisam de espaços para se desenvolverem também nós, pessoas, precisamos. Se nos enclausurarmos num lugar fechado iremos parar por ali mesmo, não  iremos para frente. Porque a falta de luz e de espaços impedirá nosso crescimento e desenvolvimento.
Assim são as pessoas que tem seus espaços controlados, limitados. Talvez tenham até um bom potencial, mas se vivem sendo podados e cercados não terão como desenvolver suas habilidades pessoais.
Seja num casamento, na condição de filhos, no trabalho, não importa onde, qualquer forma de cercear prejudicará o bom desenvolvimento de ambos. Porque não é somente aquele que se sente limitado que deixará de crescer, pois igualmente quem impede se prejudica por não dar a oportunidade a si próprio de aproveitar o crescimento do outro.
Precisamos de espaços e de sol para crescer. O terreno nem sempre precisa ser o mais fértil, mas os espaços tem que existir, pois neles encontraremos o que precisamos para se desenvolver. Quem ama deixa o outro crescer e cresce junto.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CONTINUA

Quando achamos que tudo está pronto, que aquela missão chegou ao fim, estamos cometendo um ledo engano. Pode ser até que a tarefa tenha chegado ao seu ponto derradeiro, que o objetivo proposto tenha sido alcançado, mas não haveremos de parar por aí.
Mesmo que a colheita tenha apresentado a melhor de todas as safras, que tenhamos sobras para guardar e aproveitar, nem mesmo assim podemos dizer que estamos tranqüilos. Se graduamos em determinada profissão, recebemos o certificado de profissional, isto não significa que podemos achar que vencemos na vida.
Ganhar na loteria, ter o maior de todos os prêmios nas mãos, igualmente não significa que tudo esteja fácil. Aposentar-se, parar de trabalhar, ficar na ociosidade pensando que agora poderá aproveitar a vida, igualmente não significa muito.
Porque a vida continua, dia após dia ela vai girando. Cada nova manhã que acordamos significa que temos um monte de coisa por fazer. Se pararmos, a vida para conosco também. Pois quando empacamos temos que prestar contas do que fizemos; e precisamos ainda ter energia para enfrentar outras batalhas.
Em nada podemos dizer que iremos parar. Temos a faculdade, sim, de dizer que vamos mudar e partir para outra, mas parar, jamais. Um breve descanso para repor as energias e recuperar o fôlego até é aceitável, mas empacar de vez, não.
Velho ou novo, não importa. O que precisamos saber que a roda da vida gira constantemente, que, por isso, não podemos nos contentar no onde estamos. Dá para andar muito, correr se preciso for, pois a vida continua, e assim nós continuaremos nela.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.