Páginas

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

HUMILDES



Pessoas que tenham o caráter de humildade tendem a atrair para o seu lado outros pessoas. Pois quem seja humilde possui um apego especial, fazendo com que aqueles que vem chegando se aproximem dele.
Podemos analisar duas rodas de conversas, uma formada por trabalhadores e outra por seus superiores. Normalmente a maior é aquela onde estão os funcionários. Talvez porque os funcionários, pela sua humildade natural, atraiam um ao outro. Na roda dos chefes, estão eles e mais alguém que se sinta ligado a eles. É mais fácil os superiores, para se enturmarem, irem para junto dos trabalhadores, do que vice-versa.
Não que a separação de classes é uma obrigatoriedade. Isto acontece naturalmente, pelo convívio mais constante que existem entre as categorias. Os humildes tendem a trabalhar em grupos, não exercem pressões um para com o outro. Diferente do que pode acontecer no relacionamento patrão e empregado, onde cobranças existem, e de cima para baixo.
Em locais onde todos conseguem viver numa mesma roda, a humildade é o agente maior. Rompe-se ai as barreiras do relacionamento, ficam de lado os problemas de trabalho e se sobressai o bom entendimento. É bom para ambos os lados, pois cria um canal diferenciado de comunicação. É, efetivamente, a humildade se sobressaindo. São humildes todos os que vivem assim.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ALIANÇA

 A união de duas partes pode ser simbolizada por uma aliança. A primeira grande aliança que temos algum tipo de informações histórica é o arco-íris, que o Criador fez para simbolizar sua aliança, aliás, o arco-da-aliança que surgiu quando a arca de Noé firmou novamente em solo.
Conhecermos outros inúmeros tipos de aliança, como a de povos que se unem para defender a paz ou até para combater inimigos. Mas a que mais se apresenta é a aliança entre duas pessoas ou duas famílias. Ela representa não apenas o casamento, mas sim, o comprometimento que um passa a ter com o outro.
No sentido histórico vemos que a aliança tem sua importância. Desde a arca de Noé até os dias de hoje jamais houve outro dilúvio. Até aconteceram chuvas torrenciais, em alguns lugares sofreram alagamentos, mas de a terra ficar toda embaixo da água jamais aconteceu novamente. Ou seja, o símbolo apresentado representa mesmo a aliança feita.
Mesmo que o arco-íris ainda se apresente após alguns dias de chuva, ele surge porque intempéries acabam acontecendo. Por vezes até chove bastante, vários dias seguidos. As inundações acontecem principalmente nas grandes cidades e isto já são outras razões. Mas, me lembro quando criança que também os rios que existiam próximo de onde eu morava, lá no chamado interior, se chovia muitos dias seguidos, transbordavam e inundavam suas margens.
Isto nos mostra que uma aliança até pode ser firmada entre duas partes, mas o que vai acontecer depois do acordo talvez nem sempre seja aquilo que se imaginou na hora do pacto. Pode ser que o leito do rio não comporte todo a água vinda das enxurradas, que por isso, venha transbordar para as margens. Todavia, quando o sol voltar a brilhar toda a água aos poucos voltará para o leito normal e seguirá seu curso rumo ao infinito.
Por desequilíbrio ou por falta de cuidados com nossas margens, deixamos barreiras e criamos dificuldades para que a água da vida transite de maneira natural no nosso leito. E dependerá de nós mesmos ter a paciência necessária para que tudo volte ao normal.
Depois da tempestade vem a bonança; depois das chuvas surge o arco-íris; porque então querer formar um dilúvio permanente no relacionamento entre pessoas e povos? Dá para seguir o natural, saber enfrentar as dificuldades, acalmar-se e seguir o leito normal da vida.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FÃ

Aquele que seja fã de algum artista faz de tudo para ter consigo sempre a memória do mesmo. Expõe em seu habitat imagens das mais diversas, possui obras do mesmo, além de saber  muita coisa sobre o seu ídolo.
É aquilo que se chama de fã número um, porque sua vida gira em torno dele. Gasta parte de seus rendimentos para adquirir ou para estar o mais próximo possível de seu divo . O tal do artista é tudo em sua vida.
Tornar-se fã, gostar do que outros fazem, não é algo que se pode condenar. Admirar trabalhos e obras de terceiros são conceitos que devemos preservar. Mas tornar nossas vidas dependentes dos artistas, que sequer nos conhecem, já não é algo tão saudável assim.
Quem mais precisa que sejamos seus fãs são os nossos familiares e amigos. A estes, sim, devemos nos desdobrar, fazer tudo o que for possível, para demonstrar o quanto estamos “apaixonados” por eles.
Porque eles fazem parte real do nosso cotidiano. Eles podemos abraçar, chorar em seus ombros, ter alguém que vá nos dar atenção. Com eles também poderemos admirar o trabalho dos artistas e cultuar um respeito pelas obras e pela cultura.
Quando nos tornamos fãs de nossos familiares e de nossos amigos carregamos por eles todo o respeito e admiração que podemos oferecer a alguém. E, com certeza, eles retribuirão todo o carinho recebido, e não apenas nos verão como mais um no meio da plateia.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

RESIGNAÇÃO

Você é daqueles que procura fazer tudo da forma mais correta possível. Com o seu trabalho busca ajudar no sustento de tua família, é um bom pai/mãe, um cônjuge exemplar, procura transmitir aos seus amigos bons ensinamentos.
Tudo o que faz tenta cumprir de forma idônea para não prejudicar a ninguém. Sente até dor quando alguma injustiça esteja acontecendo. Alguns te acham uma pessoa maravilhosa, gostam de estar contigo.
Mesmo sendo assim, uma boa pessoa, nem sempre as coisas andam do jeito que você gostaria. E você olha ao teu redor e vê que pessoas que nem tem tão boa vontade quanto a tua, vivem aparentemente felizes, tendo na mão poder, dinheiro e uma vida mais fácil; não possuem problemas com bebedeiras, doenças e outros males que afetam o moral. E você chega até a pensar que ser bonzinho não leva a nada, que é o mau quem domina a tua selva.
De aparência até pode ser que este outro esteja num momento melhor, mas, também, você não sabe o que se esconde por trás da carapuça que eles estão vestindo. Este é um momento de resignação, de entender que fazer o bem ainda é o melhor caminho. Porque na vida não adianta apenas o hoje, é preciso de um conjunto de todos os anos vividos para poder exatamente viver o hoje e até pensar no amanhã.
De que adianta esbanjar hoje, viver uma felicidade falsa, se amanhã a realidade da vida pode exigir de você um relatório de tudo o que você já fez? Prefira sempre pisar em terreno firme e limpo, o qual você mesmo arrumou e cultivou. Possa você olhar para traz e enxergar longe, sem barreiras e intempéries que venham atrapalhar o seu bem estar de hoje.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

GRATIFICAÇÃO

Estudos especiais feitos, dedicações oferecidas com empenho para determinada causa, apoio ofertado por alguma obra especial, são condições para que se defina a distribuição de prêmios. E as pessoas agraciadas recebem a comenda com muita alegria, também por verem o resultado de suas ações sendo reconhecidas pelas pessoas ao seu entorno.
Mas os louros para os merecedores das comendas nem sempre são em forma de troféus ou medalhas. Numa sala de aula a gratificação que os alunos querem receber são o aprendizado e as boas notas. Na sociedade o que esperam os benfeitores é que o fruto de suas obras ajudem mais pessoas possíveis. Na família o que desejam seus pares é o crescimento e o entendimento.
Certamente que as gratificações por ações coletivas representam o reconhecimento que muitas pessoas tem de determinada pessoa. Elas vêem no agraciado bons trabalhos e o procuram distinguir com algum tipo de comenda.
Nós, quanto pessoas, talvez não almejamos qualquer tipo de gratificação. Mas estamos errados neste conceito. Não, exatamente, buscar prêmios populares, daqueles entregues em solenidades públicas. Mas, de nos premiar por nossos próprios esforços e pelos resultados alcançados.
Quantas vezes nos últimos tempos comemoramos conquistas profissionais ou familiares? Temos nos gratificado com presentes que nos satisfaçam? Será que não estamos vivendo apenas pelos outros, esquecendo que somos parte importantes do próprio contexto deles?
Trabalhamos, lutamos, buscamos o bem comum, normalmente no seio familiar ou social. Talvez deixamos de nos gratificar, dar-nos o luxo de aproveitar algo melhor. Enquanto isto a vida vai passando e o final dela não sabemos exatamente onde está.
Precisamos também pensar em nós, onde estamos nos gratificando, para que possamos aproveitar esta passagem da melhor maneira possível.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

FECHADO

Uma sensação de tristeza nos passa quando chegamos a determinado lugar e encontramos as portas de onde pretendíamos passar fechadas. Talvez porque chegamos tarde ou porque aquilo não foi viabilizado, mas as portas foram trancadas antes de passarmos por ali, nos deixando literalmente pelo lado de fora.
E o pior de tudo é que quando nos deparamos com algo fechado estamos perdendo algo. Pode ser o avião ou ônibus que já partiu para o seu lugar de destino, ou quem sabe, deixar de comprar a roupa que tanto gostaríamos de usar num evento logo a seguir. Ou então, perdemos algo por demais precioso, porque não nos preparamos adequadamente para chegar na ocasião.
Recebemos muitas chances de chegar na hora, temos oportunidades diversas para comparecermos no tempo certo. Somos alertados a todo instante para fazer correto isto e aquilo, mas, talvez, insistimos nos velhos hábitos.
Há uma passagem bíblica muito interessante onde fala que “os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros”.  Podemos entender esta mensagem também da seguinte forma: os primeiros serão os últimos a enfrentarem dificuldades, mas os últimos serão os primeiros a sofrerem das conseqüências de sua própria falta de atitude.
 Isto nos mostra de que é preciso estar sempre na frente, entre os primeiros. Não necessariamente ser o mais rápido, o melhor de todos, mas estar entre os primeiros já nos faculta a entrar e participar, viver a alegria que ali existe. Mas, quem fica entre os últimos estará propenso a ficar de fora, quem sabe, até, rebaixado para a condição de excluído, onde  o domínio será da tristeza.
Escolha estar entre os primeiros. Dedique-se, faça sua parte para poder entrar e receber os louros concedidos aos vitoriosos.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CANUDO

A cultura do mundo moderno implantou que os jovens para terem sucesso precisam de um canudo.  Já praticamente não se fala mais em casamentos antes da conclusão de pelo menos uma faculdade e ter um emprego antes dos 16 anos é quase que proibido pela legislação vigente.
A corrida é pela formação, pelo título de profissional desta ou daquela área. O grande triunfo é no o dia da formatura quando o reitor entrega um canudo e dentro contém um papel, por vezes totalmente em branco.
Realmente ter um título de graduação, alguma especialização, é por demais importante na competitividade do mundo que ora vivemos. Para quem almeja ter um bom emprego, um salário talvez maior, ser graduado é o caminho mais fácil, porque ele ensina as pessoas a fazerem algo melhor.
Mas, o canudo, por si só, pode pouco representar na vida de uma pessoa. Por mais que ela se esforce em estudar seguidamente quinze anos ou mais, pode ser que ao chegar ao final de sua formação não tenha encontrado o seu verdadeiro caminho. E isto acontece porque no seu período de formação não parou para praticar seus dons, muito menos, aquilo que foi aprendendo.
A escolha certa por uma profissão depende da paixão pelo que se está praticando. Exercitar antes é um bom caminho, para estudar fazendo. Quem consegue aliar as duas situações certamente chega melhor preparado para o dia seguinte a formatura.
A busca pelo canudo é de grande valor. Mas ir pro mercado de trabalho sabendo o que fazer talvez seja a melhor de todas as receitas. O sucesso dependerá do esforço em colocar em prática aquilo que estudamos.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

AVENIDA

Uma das vias mais importantes das cidades, seja as pequenas ou as grandes, são as avenidas. Por elas trafegam veículos e pessoas, normalmente de um lado vai, do outro vem, em quantidades maiores do que nas vias comuns.
As avenidas oferecem a condição de ir e vir, onde todos transeuntes podem ganhar. Não é uma condição isolada de ganhador, pois ninguém pode se apossar desta via. Por isso, quanto mais avenidas uma cidade tiver, melhor haverá de ser o fluxo e o movimento dela.
No exercício do ganha-ganha a avenida é um excelente exemplo. E nós somos chamados igualmente a partilhar, a oferecer a condição de duas vias nos relacionamentos que possuímos. Dá-se de um lado, recebe-se de outro.
Quando aprendemos a viver na condição em que devemos ganhar mas também devemos permitir que os outros ganham, solidificaremos nossas vidas e relacionamentos. É o partilhar, dividir resultados e conquistas.
Tal situação devemos partilhar em nossos ambientes de trabalho, na família e no relacionamento social. Em tudo devemos buscar conquistas, mas também, devemos saber ceder. Se vivermos uma vida de só ganhar, até poderemos ficar felizes por alguns instantes, mas se não temos com quem comemorar, do que adiantará esta vitória? Mas se ambos ganharem, mais pessoas ficarão felizes, por mais tempo será possível saborear tal conquista. É como numa avenida, onde os veículos podem ir por um lado e voltar pelo outro; nela mais pessoas hão de passar, haverá condição de tráfego maior do que o existente nas ruas mais estreitas.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SURFISTA

O objetivo do surfista é se manter em cima da onda o máximo do tempo possível, realizando manobras e coreografias. Com movimentos rápidos e seguros ele vai dominando a onda, ganhando pontos e permanecendo de pé até que a onde se quebre totalmente.
Mas para chegar a dominar as ondas o surfista passa por muitas fazes. Certamente que no início ele foi derrubado por muitas delas. Mas teve persistência para pegar sua prancha e enfrentar novamente o mar e suas águas rebeldes. Com muitos exercícios e força de vontade gradativamente foi ganhando confiança e qualidade até conseguir surfar sobre elas. Mesmo assim, apesar de ser experiente muitas vezes o surfista ainda acaba sendo derrubado por alguma onda. Todavia, ele não desiste, volta a buscar outra e seguir sua trajetória em busca das melhores possíveis.
O exemplo do surfista nos mostra o quanto precisamos ser persistentes em nossas vidas. Praticamente todos os dias temos pela frente um grande mar, cheio de areias e com muitas ondas. Cabe a nós decidir qual onda pegar. E a partir do momento em que estamos nela, devemos ter a coragem de encarar o desafio e surfar o máximo de tempo possível.
Haverá momentos que poderemos cair, que o mar queira nos engolir. Ainda assim, teremos que encontrar forças para subir, respirar o suficiente e encarar novas ondas. Pois quando estivermos por cima delas, ai sim, a glória será completa. E mais interessante ainda será quando a onda for maior, pois nos proporcionará a realização de um espetáculo extra.


O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MANHA

Quem ainda não se deparou com uma cena, normalmente em supermercado, onde um filho chora, insiste, briga para conseguir determinada coisa. Talvez, até, sabemos quem tenha passado por isso, de enfrentar publicamente a manha de um filho.
Mas se isto aconteceu a culpa é dos próprios pais, que não prepararam seu filho para esta convivência, digamos, com os desejos. Se não educaram adequadamente, talvez, melhor seria deixá-los em casa, ou então, vão ter que atender aos desejos do filho, para evitar cena maior.
Em nossa convivência com o Deus Pai muitas vezes talvez queremos impor nossas manhas. Quantas vezes tentamos exigir que Deus faça isto ou aquilo, que atenda prontamente aos nossos desejos. Quem sabe pensamos que Deus seja como nossos pais, que nos estendem a mão sempre que precisamos e da maneira como queremos.
Aí vem o nosso grande engano. Deus não nos criou com manhas, não nos deu a liberdade de afrontá-lo. Ao contrário, Ele foi nos dotando de sabedoria e inteligência, nos deu condições de trabalho e a força de vontade para conseguir o que queremos.
Os nossos desejos devem existir, mas exigir que Deus os faça para nós já não é possível. Podemos, sim, pedir que Ele nos ilumine o caminho, que nos dê força para conseguir aquilo que desejamos. Rezar, sempre, para que esteja conosco, pois com Ele tudo podemos.
Não dá para confundir Deus com nossos pais. Ele é superior, nos atende de maneira diferente. E compreender isto é que nos fará melhores filhos, verdadeiros filhos do Dono do mundo.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.