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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

FECHADO

Uma sensação de tristeza nos passa quando chegamos a determinado lugar e encontramos as portas de onde pretendíamos passar fechadas. Talvez porque chegamos tarde ou porque aquilo não foi viabilizado, mas as portas foram trancadas antes de passarmos por ali, nos deixando literalmente pelo lado de fora.
E o pior de tudo é que quando nos deparamos com algo fechado estamos perdendo algo. Pode ser o avião ou ônibus que já partiu para o seu lugar de destino, ou quem sabe, deixar de comprar a roupa que tanto gostaríamos de usar num evento logo a seguir. Ou então, perdemos algo por demais precioso, porque não nos preparamos adequadamente para chegar na ocasião.
Recebemos muitas chances de chegar na hora, temos oportunidades diversas para comparecermos no tempo certo. Somos alertados a todo instante para fazer correto isto e aquilo, mas, talvez, insistimos nos velhos hábitos.
Há uma passagem bíblica muito interessante onde fala que “os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros”.  Podemos entender esta mensagem também da seguinte forma: os primeiros serão os últimos a enfrentarem dificuldades, mas os últimos serão os primeiros a sofrerem das conseqüências de sua própria falta de atitude.
 Isto nos mostra de que é preciso estar sempre na frente, entre os primeiros. Não necessariamente ser o mais rápido, o melhor de todos, mas estar entre os primeiros já nos faculta a entrar e participar, viver a alegria que ali existe. Mas, quem fica entre os últimos estará propenso a ficar de fora, quem sabe, até, rebaixado para a condição de excluído, onde  o domínio será da tristeza.
Escolha estar entre os primeiros. Dedique-se, faça sua parte para poder entrar e receber os louros concedidos aos vitoriosos.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CANUDO

A cultura do mundo moderno implantou que os jovens para terem sucesso precisam de um canudo.  Já praticamente não se fala mais em casamentos antes da conclusão de pelo menos uma faculdade e ter um emprego antes dos 16 anos é quase que proibido pela legislação vigente.
A corrida é pela formação, pelo título de profissional desta ou daquela área. O grande triunfo é no o dia da formatura quando o reitor entrega um canudo e dentro contém um papel, por vezes totalmente em branco.
Realmente ter um título de graduação, alguma especialização, é por demais importante na competitividade do mundo que ora vivemos. Para quem almeja ter um bom emprego, um salário talvez maior, ser graduado é o caminho mais fácil, porque ele ensina as pessoas a fazerem algo melhor.
Mas, o canudo, por si só, pode pouco representar na vida de uma pessoa. Por mais que ela se esforce em estudar seguidamente quinze anos ou mais, pode ser que ao chegar ao final de sua formação não tenha encontrado o seu verdadeiro caminho. E isto acontece porque no seu período de formação não parou para praticar seus dons, muito menos, aquilo que foi aprendendo.
A escolha certa por uma profissão depende da paixão pelo que se está praticando. Exercitar antes é um bom caminho, para estudar fazendo. Quem consegue aliar as duas situações certamente chega melhor preparado para o dia seguinte a formatura.
A busca pelo canudo é de grande valor. Mas ir pro mercado de trabalho sabendo o que fazer talvez seja a melhor de todas as receitas. O sucesso dependerá do esforço em colocar em prática aquilo que estudamos.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

AVENIDA

Uma das vias mais importantes das cidades, seja as pequenas ou as grandes, são as avenidas. Por elas trafegam veículos e pessoas, normalmente de um lado vai, do outro vem, em quantidades maiores do que nas vias comuns.
As avenidas oferecem a condição de ir e vir, onde todos transeuntes podem ganhar. Não é uma condição isolada de ganhador, pois ninguém pode se apossar desta via. Por isso, quanto mais avenidas uma cidade tiver, melhor haverá de ser o fluxo e o movimento dela.
No exercício do ganha-ganha a avenida é um excelente exemplo. E nós somos chamados igualmente a partilhar, a oferecer a condição de duas vias nos relacionamentos que possuímos. Dá-se de um lado, recebe-se de outro.
Quando aprendemos a viver na condição em que devemos ganhar mas também devemos permitir que os outros ganham, solidificaremos nossas vidas e relacionamentos. É o partilhar, dividir resultados e conquistas.
Tal situação devemos partilhar em nossos ambientes de trabalho, na família e no relacionamento social. Em tudo devemos buscar conquistas, mas também, devemos saber ceder. Se vivermos uma vida de só ganhar, até poderemos ficar felizes por alguns instantes, mas se não temos com quem comemorar, do que adiantará esta vitória? Mas se ambos ganharem, mais pessoas ficarão felizes, por mais tempo será possível saborear tal conquista. É como numa avenida, onde os veículos podem ir por um lado e voltar pelo outro; nela mais pessoas hão de passar, haverá condição de tráfego maior do que o existente nas ruas mais estreitas.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SURFISTA

O objetivo do surfista é se manter em cima da onda o máximo do tempo possível, realizando manobras e coreografias. Com movimentos rápidos e seguros ele vai dominando a onda, ganhando pontos e permanecendo de pé até que a onde se quebre totalmente.
Mas para chegar a dominar as ondas o surfista passa por muitas fazes. Certamente que no início ele foi derrubado por muitas delas. Mas teve persistência para pegar sua prancha e enfrentar novamente o mar e suas águas rebeldes. Com muitos exercícios e força de vontade gradativamente foi ganhando confiança e qualidade até conseguir surfar sobre elas. Mesmo assim, apesar de ser experiente muitas vezes o surfista ainda acaba sendo derrubado por alguma onda. Todavia, ele não desiste, volta a buscar outra e seguir sua trajetória em busca das melhores possíveis.
O exemplo do surfista nos mostra o quanto precisamos ser persistentes em nossas vidas. Praticamente todos os dias temos pela frente um grande mar, cheio de areias e com muitas ondas. Cabe a nós decidir qual onda pegar. E a partir do momento em que estamos nela, devemos ter a coragem de encarar o desafio e surfar o máximo de tempo possível.
Haverá momentos que poderemos cair, que o mar queira nos engolir. Ainda assim, teremos que encontrar forças para subir, respirar o suficiente e encarar novas ondas. Pois quando estivermos por cima delas, ai sim, a glória será completa. E mais interessante ainda será quando a onda for maior, pois nos proporcionará a realização de um espetáculo extra.


O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MANHA

Quem ainda não se deparou com uma cena, normalmente em supermercado, onde um filho chora, insiste, briga para conseguir determinada coisa. Talvez, até, sabemos quem tenha passado por isso, de enfrentar publicamente a manha de um filho.
Mas se isto aconteceu a culpa é dos próprios pais, que não prepararam seu filho para esta convivência, digamos, com os desejos. Se não educaram adequadamente, talvez, melhor seria deixá-los em casa, ou então, vão ter que atender aos desejos do filho, para evitar cena maior.
Em nossa convivência com o Deus Pai muitas vezes talvez queremos impor nossas manhas. Quantas vezes tentamos exigir que Deus faça isto ou aquilo, que atenda prontamente aos nossos desejos. Quem sabe pensamos que Deus seja como nossos pais, que nos estendem a mão sempre que precisamos e da maneira como queremos.
Aí vem o nosso grande engano. Deus não nos criou com manhas, não nos deu a liberdade de afrontá-lo. Ao contrário, Ele foi nos dotando de sabedoria e inteligência, nos deu condições de trabalho e a força de vontade para conseguir o que queremos.
Os nossos desejos devem existir, mas exigir que Deus os faça para nós já não é possível. Podemos, sim, pedir que Ele nos ilumine o caminho, que nos dê força para conseguir aquilo que desejamos. Rezar, sempre, para que esteja conosco, pois com Ele tudo podemos.
Não dá para confundir Deus com nossos pais. Ele é superior, nos atende de maneira diferente. E compreender isto é que nos fará melhores filhos, verdadeiros filhos do Dono do mundo.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

RELIGIOSAS


O poder de abnegação que as mulheres possuem é talvez superior a dos homens. Elas têm muito mais empenho em relação a vida religiosa, normalmente são as que atraem seus familiares para a vida de comunidade, além de terem um poder de dedicação acima dos seus pares.
Há muitas mulheres dedicadas para a vida religiosa, trabalhando nas mais diversas denominações. Mesmo que algumas funções ainda estejam concentradas nas mãos de homens, as religiosas estão ocupando espaços, cumprindo igualmente com seus papeis de pregadoras e anunciadoras da boa nova.
Se formos analisar o passado, as mulheres sempre tiveram um comprometimento, digamos, doméstico. Isto significava que cabia a elas toda a formação dos filhos, pois enquanto seus maridos tinham a missão de abastecer a casa, elas assumiam a responsabilidade de preparar os dias dos seus.
Preparadas, portanto, elas estão para cumprirem igualmente com esta magnífica tarefa. Nas mais diversas funções do reino, elas tem participação especial e importante para o desenvolvimento das atividades. Não apenas como assistentes, mas também, como âncoras que fazem acontecer.
Devemos prover o devido respeito para com as religiosas. Elas também possuem capacidade de ajudar nas coisas das Igrejas. Não são mais um ser apenas figurante, mas sim, religiosas comprometidas talvez mais do que muitos homens que se dizem a serviço do reino.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PRECISAMOS




Vamos fazer de conta que o país mudou suas regras eleitorais e que a partir de agora todos os cidadãos aptos a votar também passam a ter direito de serem votados, mesmo que não estejam filiados a qualquer partido político. E mais, consideremos que não mais é preciso registrar nos cartórios eleitorais as candidatura, que qualquer pessoa pode receber votos.
Nesta condição, então, todos estamos aptos para receber votos, inclusive, nós mesmos podemos votar em nós mesmos. Que interessante isto, nós podemos votar em nós mesmos; além do mais, estamos aptos a receber votos de outras pessoas, mesmo que não tenhamos lançado qualquer candidatura.
Analisando esta situação apresentada, podemos responder a seguinte questão: votaríamos em nós mesmos? Será que nos consideramos aptos a ocupar cargos públicos de relevância? Temos condições plenas de ter uma vida pública de dedicação, abnegação e voluntarismo?
Infelizmente muitas pessoas não confiam em si próprias, não dariam o próprio voto a si mesmo. E talvez faça isto não porque seja desqualificada, mas sim, porque não acredita nas suas próprias potencialidades. Há pessoas que confiam muito mais nos outros do que nas suas próprias qualidades.
O apresentado neste texto é apenas para entendermos que também precisamos confiar em nós. A partir do momento que fugimos de responsabilidades, que transferimos ações para outros, estamos simplesmente deixando de lado de aproveitar oportunidades que se apresentam. Logicamente existem casos nos quais temos que dizer não, pois outras tarefas exigem de nosso esforço.  Entretanto, quando deixamos de confiar em nós mesmos, daí, não é fazer a opção por outras atividades, mas sim, é fugir de nós mesmos, de nos dar permitir fazer algo maior pelo próximo.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESCOLHA

Época de eleições aparecem pessoas pedindo votos para os mais diversos candidatos. Tem gente que tenta influenciar seus familiares, amigos e até desconhecidos para que dêem seu voto ao candidato que estão apoiando. Alguns até fazem isto por conhecerem a seriedade do seu candidato, mas outros, estão aí somente porque trabalham para este ou porque receberam algum favor e agora estão precisando retribuir a “generosidade”.
O período eleitoral é fascinante. Ele movimenta pessoas, faz até girar a economia. Pelas ruas vemos os agitos de simpatizantes, empunhando bandeiras e procurando mostrar a figura do seu candidato. É realmente um tempo de movimentação, mas, quase toda devidamente paga. E vemos que se sobressai quase sempre aquele candidato que pode pagar mais por isso.
Mas em quem devemos votar, qual o candidato apoiar?
Primeiramente devemos analisar o que são as eleições e para que elas servem. Devemos pensar, sempre, que os cargos públicos em disputa são importantes para nós. É como escolhermos o médico que cuidará de nós, o advogado que nos defenderá. Sim, eleger alguém para um cargo político é o mesmo que eleger alguém para cuidar dos nossos próprios interesses.
Assim, na hora de definir pelo voto, devemos analisar princípios básicos dos candidatos, suas qualidades e competências. É preciso conhecer o candidato e, se possível, que ele te conheça também. Pois na hora de cobrar por suas atitudes, se você não for conhecido dele, não terá como abordá-lo.
Não se iluda por influências. Vote por você, para você. Lembre-se, sempre, do quão importante é votar e escolher alguém para o cargo. É preciso ser feito isto, o voto em branco ou nulo não ajuda nada. Por isso, na hora de votar, vote consciente, vote como se estivesse trazendo alguém para dentro da tua casa.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

IMORTALIDADE

Já vem de alguns anos que cientistas e outros pesquisadores estão buscando meios para prolongar a vida das pessoas. Com a introdução de medicamentos, aliados a condições de higiene e segurança, já estamos vivendo mais, entretanto, para alguns uma vida ainda mais longa não é um sonho impossível de conseguir.
Na história temos relatos de pessoas que viveram centenas de anos, conforme escrito na bíblia sagrada. Mas também, estudamos de que até um tempo não muito distante a idade máxima das pessoas, principalmente do sexo masculino, beirava os 50 anos.
Com o advento da corrida pela chamada imortalidade alguns privilegiados milionários estarão se beneficiando das drogas criadas ou a serem criadas. Eles, porque, elas são caras, de preço realmente elevados.
Por si só a corrida pela imortalidade pode ser considerada um grande avanço na genética humana. Alguns anos a mais hão de fazer bem ao mundo, a cada um de nós. Todavia, o que pode representar muitos anos a mais, no mínimo, geram dúvidas. Se sabemos que os nascimentos existem exatamente para compensar as mortes, e que com cada nova vida nascem novas ideias e jeitos, então, havendo a imortalidade os novos nascimentos vão inchar ainda mais o nosso planeta.
Outra questão é que com a imortalidade estas pessoas vão poder viver tudo aquilo que ensejarem, mas chegará num ponto em que tudo será monótono. Ai, quem sabe, a morte seja o caminho mais desejado para estes.
Enfim, prolongar alguns anos de vida é bom, mas tornar-se eterno aqui na terra não sei se é. Quem sabe no futuro tenhamos esta resposta. Mas, por hora, o ciclo da vida continua da forma como a natureza criou: nascemos, crescemos e morremos. Se nós mudarmos este ciclo pode ser que a natureza também ache uma forma de mudar o seu jeito.

O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor. 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

MOMENTOS



A natureza nos privilegia com imagens belas e sábias. Muitas delas precisamos adaptar para as nossas vidas, para o nosso dia-a-dia. E não são apenas belezas advindas das vegetações e do relevo, pois também no reino animal vemos gestos e visões que nos alegram e nos deixam felizes.
Uma imagem linda é a troca de carinho que os pássaros oferecem. Aquele gesto de “tirar piolho” do companheiro ou companheira é a troca de afeto que proporcionam um para o outro. O brincar dos animais no campo, a ternura entre os irmãozinhos e seus pais, são visões que nos contemplam de como a natureza quer nos ensinar o caminho da felicidade.
Outro gesto ímpar, já na natureza humana, é o casal que anda de mãos dadas. Idosos nos alegram por seus gestos comprometidos de carinho, mas os jovens que andam de mãos dadas também mostram algo de especial.
Isto nos mostra o quanto devemos aproveitar os momentos que estamos com a pessoa amada. Quando permanecemos juntos o melhor é aproveitar aqueles instantes para se fazer carinho, transferir afeto, falar palavras belas. O enriquecimento entre o casal só vai acontecer se entre eles houver bons momentos, instantes de ternura e carinho. E não apenas sexo.
Entre um casal é preciso ter ocasião para namorar, se curtir. Se viver em constante pavio curto, facilmente as coisas se incendiarão. Mas se tiver momentos de ternura, mesmo nas dificuldades, o casal saberá superar o que por ventura vier de difícil ocorrer entre eles.


O texto pode ser divulgado, mas, cite o autor.